Mulheres lidam com escuro e medo nos pontos de ônibus em Goiânia

Após as queixas, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) disse que enviará equipes para verificar a pouca iluminação nos pontos de ônibus

Às 5h15 da manhã, na Avenida T-9, a escuridão quase esconde a silhueta de Leila Góes, cuidadora de 50 anos, uma das muitas mulheres que se arriscam, antes de o sol nascer, em pontos de ônibus

No ponto de ônibus, ela diz sentir medo de ser assaltada ou de sofrer alguma violência de gênero, como assédio ou estupro

A babá Danuza Oliveira, de 47 anos, espera pelo ônibus das 5h30 da manhã no ponto monitorado pela GCM. Ela disse que a presença da equipe diminui o medo que sente de ficar no escuro à espera do transporte

Pesquisadora de gênero do Núcleo de Direitos Humanos da Universidade Federal de Goiás (UFG), Ana Dirino afirma que a estrutura social que existe hoje deixa as mulheres responsáveis pelo “trabalho que precede o próprio trabalho”

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