Saiba o que diz a lei e a opinião de especialistas sobre estudante reprovado em banca de cotas da UFG
O caso de Richard Aires, de 19 anos, reprovado na banca de heteroidentificação da Universidade Federal de Goiás (UFG), gerou debates sobre os critérios de avaliação para cotas raciais
Embora tenha sido aprovado no curso de Biotecnologia, Richard foi indeferido na classificação como pardo após ser submetido à análise fenotípica, que leva em conta suas características físicas
Em nota, a UFG afirmou que a prova de heteroidentificação não admite a comprovação por ancestralidade. A banca utiliza exclusivamente o critério fenotípico para aferir a condição racial declarada pelo candidato
O advogado Flávio Dias Abreu Filho, que está atuando na defesa de Richard Aires, informou que entrou com um pedido de liminar na Justiça para que o juiz determine à UFG a realização da matrícula do estudante
"Julgaram de forma equivocada. A banca precisa analisar a árvore genealógica, não apenas as características físicas", afirmou Aluísio Black, Conselheiro Estadual de Direitos Humanos e Presidente do Ceneg-GO
"No caso específico de Richard, é evidente que ele possui características físicas de uma pessoa parda", afirma a advogada Ana Flávia Machado, membro do jurídico do Centro de Cidadania Negra do Estado de Goiás
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