Césio-137: pesquisa conta como Goiânia tentou ‘silenciar’ a gravidade do desastre radiológico

A pesquisadora Célia Helena Vasconcelos na Universidade Federal de Goiás (UFG), revela em um estudo que Goiânia vive um processo de apagamento da memória sobre o acidente com o Césio-137, ocorrido em 1987

Ruas fundamentais para a história da tragédia, como as antigas Rua 57 e Rua 26-A, foram renomeadas, dificultando a identificação dos focos de contaminação

A Fundação Leide das Neves, que homenageava a criança ícone do desastre, foi rebatizada em 2011 para Centro de Assistência aos Radioacidentados (C.A.RA)., removendo uma referência central da identidade das vítimas

Grandes obras, como o Centro de Convenções de Goiânia, foram erguidas sobre locais críticos do acidente sem placas que mencionem o contexto histórico do local

Especialista alerta que preservar a história do maior acidente radiológico urbano do mundo é essencial para educar gerações e prevenir novas tragédias

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